16 Julho 2020
Doutor Finanças
O Doutor Finanças, empresa especializada em finanças pessoais e familiares, acaba de disponibilizar o Simulador de Subsídio de Desemprego 2020 (ver aqui). Enfrentar uma situação de desemprego é sempre difícil, ainda mais num clima de incerteza como o que vivemos hoje em dia, muito devido à COVID-19 e aos impactos que a sua evolução teve na economia.
Desta forma, é essencial estarmos o mais preparados e informados possível. Através do Simulador de Subsídio de Desemprego conseguimos saber durante quanto tempo temos acesso a este subsídio e o valor que vamos receber ao longo desse período.
“Vivemos tempos de incerteza, com uma série de empresas em situação crítica devido ao impacto que a COVID-19 teve e continua a ter na economia. Numa situação destas é muito importante que as pessoas sejam detentoras de todo o conhecimento possível no que se refere à sua situação laboral, sobretudo na eventualidade de ficarem desempregadas. Com este simulador, pretendemos ajudar a perceber, de forma clara e direta, todas as condições que um colaborador terá se tiver de recorrer ao subsídio de desemprego”, comenta Rui Bairrada, CEO do Doutor Finanças.
Os dados de remuneração a introduzir no simulador referem-se aos primeiros 12 meses dos últimos 14 anteriores à situação de desemprego.
Para que consigamos simular corretamente o valor e duração do nosso subsídio de desemprego devemos ter na nossa posse as seguintes informações:
- Número de dias com contribuições, nos 24 meses anteriores ao desemprego;
- Quantos meses contribuímos na totalidade da nossa carreira;
- Idade;
- Salário médio dos primeiros 12 meses nos últimos 14 meses;
- Número de meses com descontos nos últimos 14;
- Valor do subsídio de férias;
- Valor do subsídio de Natal;
- Situação do agregado familiar e número de dependentes.
Doutor Finanças
Com estas informações conseguimos saber o valor do Subsídio de Desemprego que vamos receber, bem como a duração da totalidade do subsídio. Para se ter direito a este subsídio basta que se tenha feito descontos como trabalhador por conta de outrem durante, pelo menos, 360 dias, nos dois anos anteriores à situação de desemprego. Já o valor dependerá dos rendimentos declarados.
No entanto, estão estipulados limites mínimos e máximos. Uma pessoa que fique desempregada receberá 65% da remuneração de referência, sendo que isto se refere a rendimentos brutos e abrange todas as remunerações declaradas nos primeiros 12 meses dos últimos 14 meses, incluindo subsídios de Natal e de férias. Em termos de rendimentos líquidos, está definido que, no máximo, o beneficiário receberá 75% do valor de referência. Quanto aos limites monetários, está definido que no mínimo uma pessoa que fique desempregada receberá o equivalente a um indexante de apoios sociais (IAS), que em 2020 é de 438,81 euros. Já o limite máximo é de 2,5 IAS, que este ano corresponde a 1.097,03 euros.
Relativamente à duração do mesmo, quanto mais anos de descontos tivermos mais tempo durará o subsídio de desemprego. Por exemplo, uma pessoa com mais de 50 anos de idade que tenha registado contribuições para a Segurança Social toda a vida ativa terá acesso a 540 dias, acrescidos de 60 dias por cada 5 anos com registos de descontos nos últimos 20 anos. Neste caso, o acréscimo seria de 240 dias de subsídio, o que corresponde a 8 meses.
10'000 Hours
De realçar que as regras do subsídio de desemprego foram alteradas em 2012, mas ainda há pessoas que podem beneficiar dos pressupostos da altura. Este Simulador de Subsídio de Desemprego também mostra as duas situações (antes e depois de 2012) para que as pessoas possam perceber qual o melhor cenário para o seu caso, sendo que as condições concedidas pela Segurança Social são sempre as mais favoráveis para o contribuinte e feitas de forma automática.
O Subsídio de Desemprego é pedido no centro de emprego, num prazo de 90 dias contínuos, após a data de desemprego. Para que possa fazer o requerimento do mesmo, o beneficiário já deverá estar inscrito no centro de emprego.
Se os requisitos mínimos exigidos para se ter acesso ao subsídio de desemprego não estiverem garantidos, recomenda-se o contacto com a Segurança Social, uma vez que há outros apoios, como o Subsídio Social de Desemprego, que podem ajudar.
Numa situação de desemprego estar informado pode ser a sua melhor defesa para fazer frente a todos os cenários. Esse é também um momento onde rever o orçamento familiar é essencial. Negociar todas as despesas, desde a prestação do ginásio, serviços ou transferir um crédito habitação pode ser muito útil no equilíbrio das finanças em situação de desemprego.
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Sobre o Doutor Finanças:
O Doutor Finanças é uma empresa especializada em finanças pessoais e familiares, constituída por especialistas que ajudam pessoas individuais e coletivas a “curar as dores na carteira”. O site do Doutor Finanças partilha vários artigos e dicas de finanças pessoais, disponibilizando serviços gratuitos de consultoria financeira.
No mercado desde 2014, o Doutor Finanças conta já com uma equipa de mais de 100 “doutores”, que já ajudou mais de 50.000 pessoas a equilibrar as suas finanças e a sair de situações de sobre endividamento.