04 Junho 2019
Na maior conferência anual sobre o cancro, organizada pela Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), estiveram reunidos durante cinco dias em Chicago milhares de oncologistas vindos do mundo inteiro. Entre os milhares de estudos e resultados de investigações apresentados, há três boas notícias que se destacam.
CANCRO DA MAMA
O primeiro grande anúncio foi feito no sábado em relação a um tipo de cancro da mama que surge em dois terços das mulheres antes da menopausa: cancro da mama hormono-dependente.
Os resultados de um ensaio clínico internacional mostraram que 70% das pacientes que tomaram um medicamento com a molécula ribociclib (Kisqali, laboratórios Novartis) ainda estavam vivas três anos e meio após o início do tratamento, enquanto a taxa de sobrevivência das que tomaram o placebo foi de 46%, uma redução relativa do risco em 29%.
Este tratamento é feito em conjunto com a hormonoterapia - as mulheres que tomaram o placebo seguiam este tratamento base. É menos tóxico que a quimioterapia, uma vez que tem como alvo específico as células cancerígenas, impedindo-as de se multiplicarem.
"Podemos de facto conseguir uma melhor resposta, ou melhor, matar o cancro, acrescentando estes inibidores do ciclo celular" ao tratamento por hormonoterapia, afirmou à AFP a autora principal do estudo, Sara Hurvitz, da Universidade da Califórnia.