29 janeiro 2018
Foi a única artista feminina nomeada para "Melhor Álbum do Ano", mas ao contrário dos restantes nomeados do sexo masculino, Lorde não foi convidada a atuar a solo na cerimónia. A neozelandesa levou um poema no vestido em protesto nos Grammys deste domingo, em Los Angeles.
Jay-Z, Childish Gambino, Bruno Mars e Kendrick Lamar eram os restantes nomeados na categoria mais cobiçada da cerimónia e todos atuaram individualmente com temas dos respetivos álbuns. Lorde foi apenas convidada para um tributo ao músico Tom Petty e não para interpretar um tema de Melodrama.
Lorde, de 21 anos, recusou atuar como forma de protesto e levou um poema, de 1977, da artista visual Jenny Holzer.
"Regozijem-se. Os nossos tempos são intoleráveis. Tomem coragem, pois o pior é o presságio do melhor. Só uma circunstância terrível por precipitar a derrota dos opressores. O antigo e o correto devem ser descartados. Antes do justo triunfar. A contradição será amplificada. O julgamento será acelerado pela encenação do distúrbios das sementes. O apocalipse irá florescer", assim se lê o excerto que a cantora partilhou no instagram.
Apesar de Lorde ter manifestado orgulho em estar nomeada num grupo onde nenhum homem branco foi distinguido, algo que não acontecia desde 1999, o mesmo não se pode dizer da representatividade feminina.
Nos últimos seis anos dos Grammy Awards, dos 899 artistas nomeados, apenas 9% foram mulheres.