18 outubro 2018
Vanessa Martins, Lídia Franco, Adelaide Sousa e Ricardo Carriço são os rostos que verá brevemente na televisão. Gravaram a campanha de sensibilização para o cancro da mama no início do mês num desafio proposto pela Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC).
A SIC Mulher acompanhou as gravações.
“Olhe para elas, olhe por elas”, assim é o mote da campanha da LPCC. Vanessa Martins aceitou o convite está pronta para apelar ao público mais jovem. "Assisti a um caso bastante próximo de uma amiga minha que teve cancro da mama com a minha idade”, disse a autora do projeto ‘Frederica’.
Consciente da importância de um diagnóstico precoce, Vanessa Martins não deixa os exames para depois. “Eu tenho prótese mamária e acabo por fazer sempre uma ecografia mamária, até para saber como está a evolução. O rastreio de meio em meio ano até porque tenho um nódulo; é uma questão de ir controlando”, reafirma.
"A causa do cancro da mama é minha também"
"A causa do cancro da mama é minha também. Não por já ter passado por ela, mas porque tenho um projeto com o meu marido [o fotógrafo Tracy Richardson] chamado ‘Mulheres Guerreiras’”, diz Adelaide Sousa. Trata-se de uma exposição fotográfica itinerante com o testemunho de 11 mulheres que venceram o cancro da mama. O número médio de mulheres por dia que recebe essa notícia.
A apresentadora, que se afastou temporariamente da televisão, mostrou-se otimista com os atuais avanços no tratamento da doença. Mas como devemos apoiar um homem ou mulher com cancro da mama? “A resposta não é única, mas é uma a oportunidade para conhecer aquela pessoa e entender o que ela precisa naquele momento. É uma mensagem de texto? Ás vezes sabe bem para quem está longe. É fazer-lhe um bolo, uma surpresa. Entender a linguagem não verbal”, explica.
Só se estivesse em Hollywood a gravar com Spielberg...
Só se estivesse em Hollywood a gravar com Spielberg é que Lídia Franco recusaria o pedido da Liga Portuguesa Contra o Cancro. “Fico honrada por se terem lembrado de mim”, diz. A atriz, que interpretou recentemente uma personagem com cancro quer espalhar a mensagem. “ Se o nosso trabalho é respeitado e acreditam nele , quem sabe se não acreditarão mais quando fazemos estes apelos”, conta.
Ricardo Carriço é o rosto masculino da campanha. Menos de 1% de todos os cancros da mama surgem no homem e o risco de se ser diagnosticado ao longo da vida é de 1 em cada 1000. Ainda assim é importante reforçar a necessidade de estarem atentos aos sinais do próprio corpo, como manterem uma postura ativa nos sinais de alarme na mulher.
Segundo Humberto Lourenço da LPCC, os médicos de família já começam a pedir uma mamografia anual ou bianual a mulheres a partir dos 40 anos. Já o rastreio organizado está vai dos 50 aos 69 anos, entrando de acordo com as ‘guidelines’ internacionais.